Existe um entendimento generalizado quanto ao facto de a Escola Austríaca ter nascido em 1871, com a publicação do livro de Carl Menger intitulado Princípios de Economia Política. 

Juntamente com os seus contemporâneos Leon Walras e Stanley Jevons, Menger expôs a base subjetiva do valor e explicou completamente, pela primeira vez, a teoria da utilidade marginal (quanto maior o número de unidades de um bem que um indivíduo possui, menos ele valorizará uma determinada unidade desse bem). O livro de Menger foi um pilar daquela que ficou conhecida como a “revolução marginalista”.

No entanto, as origens da Escola Austríaca podem ser reportadas ao nascimento do pensamento filosófico na Grécia ou até mesmo à Roma clássica, onde se teorizou pela primeira que as grandes evoluções das sociedades são resultado de inúmeras contribuições de diferentes indivíduos ao longo do tempo e nunca fruto da mente de um só homem, por mais capaz que este seja. Este pensamento constituiria mais tarde um ponto fundamental da argumentação de Mises em relação à impossibilidade teórica da planificação socialista.

Estas ideias foram amadurecidas na Idade Média, principalmente pela filosofia do direito natural de S. Tomás Aquino e acabaram por ser reunidas e aperfeiçoadas pelos chamados escolásticos espanhóis, em particular pela Escola de Salamanca, que podem ser considerados os verdadeiros precursores da Escola Austríaca.